Vou contar uma prosinha de boteco lá das bandas de Amoreira ... Na época que boteco era venda e o petisco era mortadela. Como se estivesse por lá!
Eita hora boa, a conversa a fiar.
Me lembra outrora tempo,
de meu avô na venda a prosear.
Me de cá uma mortadela e uma pinguinha pra molha a goela!
Pra mode a prosa fiar...
Assente seu doutor e vamos prosear .
Contando as novidades da famosa capitár!
Diz que lá têm um trem que voa que parece o sabiá !
Mas eu num to a acreditar...
Diz verdade ser seu doutor, muitas coisas tem por lá.
Mas não tem uma boa prosa como aqui no boteco a fiar!!
E vou pintando na aquarela aquela venda amarela, com seu balcão de madeira velha e, meu avô encostado lá... Com seu sorriso cor de ouro, a guaiaca e a bombacha, fazendo seu cigarro de palha deixando o tempo passar e, sorrindo só pensa em prosear!
Rê.